O local que simplifica a forma de conduzir as finanças.
A base/estrutura que todos devemos saber
Momento reflexão
A maioria age assim, algumas pesquisas dizem até que representam 95% da população
Quando na escola ou até mesmo durante muito tempo após a fase adulta, não aprendemos a lidar com a questão financeira.
Não faz parte dos nossos costumes, não priorizamos o assunto dentro os milhares que temos durante a vida e/ou simplesmente evitamos, mas por que? Muitos até evitam o assunto, falar abertamente sobre salários, despesas e/ou qualquer assunto que envolva a parte financeira, ainda que com pessoas de confiança é um desafio para muitos.
Na escola aprendemos Português, Geografia, História, Química, Física, Artes e até Matemática, com cálculos envolvendo não apenas números, mas letras, um negócio até então desconhecido, como assim, calcular letras com números?! Alguns tornam-se grandes matemáticos e/ou nomeados como nerds das áreas de exatas em suas diversas atuações, aqueles que trabalham com lógicas extraordinárias para resolver problemas complexos, mas ainda assim, por que não conseguimos nos organizar financeiramente?
Aprendemos muito rapidamente o conceito de consumir, quando em casa, na TV, no celular e até no próprio rádio para aqueles que constumam ouvir como eu, somos expostos a diversas promoções que em nossa mente tornam-se "oportunidades", descontos de 30%, 50%, até 70%, eventos como Black Friday, feriados como Páscoa, dia dos Namorados, dia das Crianças, Natal entre outros.
Ao sair de casa, fica ainda mais fácil, por exemplo, para quem vive em grandes cidades, temos diversos Shoopping que trazem marcas famosas, produtos exclusivos, além de diversos entretenimentos e é claro, existem ainda as diversas opções de gastronomia, sim, as opções para gastos são infinitas.
O problema não está em consumir, mas em saber os limites, por exemplo, na matemática, se temos 10 o nosso limite é 10 e não 11, 12 ou 20. Em sua grande maioria e conscientemente sabemos disso, mas por que insistimos em errar nesse cálculo?
Percebam aqui uma outra facilidade que temos e que também enxergamos como uma "oportunidade", o crédito e/ou o limite do cheque especial, com isso, é possível aumentarmos o limite e ainda dividí-lo em diversas vezes.
Ainda sobre consumo, vejam que a cada dia que passa, as facilidades em consumir estão cada vez mais flexíveis, tornam-se cada vez melhores "oportunidades", temos diversas ferramentas que nos auxiliam no consumo, desde as infinitas formas de acesso até as diversas formas de pagamento.
Hoje para "ter" é muito mais fácil do que antigamente e então a partir dessa afirmação, levanto a questão, a qual preço estamos dispostos a pagar para "ter" ?
Momento correção (oportunidade)
Esteja entre os 5% da população
Buscar o contato ou propor meios para interagir e/ou minimamente ter acesso a algo e/ou a um tema, o quanto antes é sempre o melhor caminho, postergar algo essencial, não é uma boa escolha, ao menos neste caso é sábido que impacta quase 100% da população, o segredo se aplica a famosa frase, "para começar, precisamos iniciar" e eu acrescentaria um complemento e diria que "aquilo que já sabemos que é um desafio, faça primeiro!", nada é tão bom, do que sentir o alívio quando superamos um grande desafio, não é mesmo?
A regra se aplica a qualquer momento e para qualquer item que entende-se ser um obstáculo, não importa se você é jovem, adulto, aposentado etc., buscar informação, conhecimento, compartilhar com pessoas mais experientes e de confiança, são opções que se tornam eficazes em muitas situações, as vezes, um bate-papo durante um café pode mudar sua vida, acredite!
Para tudo, se não temos a base, em algum momento será preciso parar e dar uns passos para trás para conseguir continuar ou não conseguiremos avançar ou ainda simplesmente ficaremos com aquela sensação de estagnação.
Quanto ao quesito Finanças ou Educação Financeira, tudo isso também se aplica, sem a base, não conseguimos manter a estrutura e sem isso lá na frente corremos o risco de estagnar, por isso precisamos desde cedo tornar esse item essencial em nossa vida, afinal de contas, passamos a maior parte da vida buscando renda e nada valerá senão soubermos administrá-la.
Com isso, a partir de hoje, se ouvir alguém falando sobre algo que envolva Finanças, não fuja! Escute com atenção, esse é um tema super importante e que todos deveriam se interessar, claro, esteja sempre atento as fontes de informações e/ou pessoa, mas de um modo geral, tente absorver algo da mensagem, já será um ótimo começo de quebrar o gelo de um tema popularmente ignorado.
Quando comento sobre base e estrutura relacionada a finanças, não estou me referindo a cálculos, com raiz quadrada e/ou outras diversas fórmulas matemáticas, muito longe disso, me refiro a pequenos conceitos que quando acrescentados em nosso dia-a-dia e praticados deixam algumas coisas mais claras...arrisco a dizer até que algumas pessoas passem a gostar de números depois de um tempo, pois ter uma Educação Financeira abre horizontes.
Orçamento familiar
Famílias com organização financeira, tendem a construir ativos
Duas questões simples, mas que poucas famílias conseguem responder rapidamente, vamos lá:
Qual a renda familiar?
Quais são as despesas?
Quando CLT (trabalhamos registrados para uma empresa), normalmente sabemos qual o nosso salário, recebemos mensalmente o famoso holerite, ainda que muitos olhem apenas o salário bruto (salário sem os descontos) e não o salário líquido (salário com os descontos), de toda forma, temos a informação fornecida e/ou pode ser consultada sempre que necessário, normalmente no próprio sistema da empresa.
E como saber sobre as despesas? Diz a lenda que "aquilo que não conseguimos ver, não conseguiremos controlar", e de fato, se obtivermos despesas sem calibrar com a nossa renda, existe uma grande tendência de perdermos o controle e/ou ao menos sermos surpreendidos no próximo mês, aquela sensação "recebi meu salário, mas não o vi" ou "trabalhei o mês inteiro, mas não tive resultado" ou simplesmente "não sei o que acontece, meu salário não dá para nada".
Acredite, situações assim são comuns, e em todas as classes sociais, posições de mercado, países etc., por isso, se você se viu em alguma dessas situações, não se preocupe! O próximo passo é buscar estar entre os 5% e não estou falando de estar entre os milionários, bilionários etc, me refiro apenas a ter a base, administrar com segurança e propriedade as suas finanças.
Iniciar o entendimento do que chama-se análise patrimonial, nada mais é do que saber todos os nossos bens e nossas dívidas atuais.
Considere bens tudo aquilo que tem um valor monetário, exemplos: Imóveis, dinheiro em espécie, investimentos, automóvel.
Considere dívidas, como financiamentos, empréstimos, contas de cartão de crédito entre outras contas.
A diferença entre o valor bens e as dívidas, nos trará a informação do patrimônio líquido disponível, costumo brincar que esse é o nosso legado.
Receita e despesas
Rumo ao bem-estar
Uma vez que temos as informações da análise patrimonial com a separação de bens e dívidas e o famoso patrimônio líquido, aqui conseguimos ter visibilidade clara de algo essencial, descobrimos onde o dinheiro é gasto! Atuamos como detetives, até as despesas que anteriormente passavam despercebidas, agora ficam em evidência, além disso, nesse momento temos uma oportunidade única também, conseguimos classificar nossas despesas:
Fixas, normalmente aquelas que não conseguimos mexer, por exemplo, financiamento, empréstimos, água, luz, convênio etc.
Variáveis, diferente das fixas, são dívidas que ocorrem as vezes, como gastos com entreterimento, gasolina, cartão de crédito etc.
Com essa simples classificação já temos em destaque onde temos mais dívidas, sendo nas fixas ou nas variáveis, começamos a criar o que chamamos de orçamento familiar, ou seja, como funciona o nosso fluxo de caixa, e a partir daqui conseguimos analisar algumas informações e iniciar os nossos primeiros passos rumo ao bem-estar financeiro.
Avaliando prioritariamente as despesas variáveis, ou seja, os gastos mapeados são de fato essenciais? Caso sim, poderiam ser minimizados?
- Exemplo:
Um plano de celular pós-pago no valor de R$ 80,00/mês com cobertura 5G/WhatsApp ilimitado + 250GB/Ligações ilimitadas
Obs. Considerando um cenário onde o seu maior uso esteja associado ao WhatsApp, ajustando o plano com maior foco nisso e diminuindo a quantidade de 250GB para 100GB, o plano ficando em R$ 50,00/mês
Resultado: A economia seria de R$ 30,00/mês, mas o melhor resultado é quando analisamos em um ano, ou seja, economizamos R$ 360,00
- Exemplo 2:
Assinatura Canais App TV, valor R$ 20,00/mês
Obs. Nesse caso a primeira coisa que pensamos é "o valor é bem baixo, não preciso ajustar isso", mas atualmente com as diversas opções de App, a chance de termos 2 ou mais assinaturas não é algo incomum, logo, vamos considerar que a despesa fique em algo próximo a R$ 50,00/mês
Resultado: Mantendo apenas uma assinatura, novamente temos uma economia de R$ 30,00/mês e R$ 360,00/ano
Vejam que em apenas dois exemplos, conseguimos somar uma economia de R$ 60,00/mês e R$ 720,00/ano
Poderiamos listar diversos outros casos que normalmente fazemos por impulso, a famosa "oportunidade/promoção", ou simplesmente por não termos o controle do nosso orçamento familiar e que nos deixa mais vulneráveis a incluir novas despesas/dívidas sem garantias e/ou consultas/planejamento prévios.
Quando analisamos criticamente as nossas despesas variáveis, ao final, podemos ajustar muitas coisas, não precisamos eliminar 100%, e esse de fato não é o objetivo, até por que as despesas fazem parte do nosso dia-a-dia, essa etapa está relacionada a conscientização de nossas despesas, ajustes aos casos passíveis de adequação, assim como fizemos nos exemplos acima e eliminação aos casos que de fato não fazem sentido.
As despesas fixas também podem ser avaliadas, ainda que com uma margem menor de ajuste, veja:
- Exemplo :
No orçamento familiar identificamos que a conta de luz é a despesa mais alta, logo, apesar de tratar-se de uma despesa fixa, podemos buscar melhorar o uso da energia com maior conscientização e colaboração de toda a família e assim teremos uma redução no valor mensal e consequemente um montante se somarmos a economiza anual.
Com todas as despesas fixas e variáveis ajustadas, temos o orçamento familiar atualizado, uma nova oportunidade surge, agora existe uma sobra/capital que anteriormente não existia e se esse for o cenário, com essa economia pode-se proporcionar eliminação de despesas fixas, quitação de dívidas etc.
- Exemplo :
Imagine que, durante o mapeamento das despesas fixas do orçamento familiar, identificamos um empréstimo com dívida de R$ 200,00/mês, parcelado em 24x e restando 12 parcelas para quitação, logo, considerando a economia nas despesas variáveis que fizemos nos exemplos acima, onde economizou-se R$ 60,00/mês e somados a outras reduções de despesas que totalizam R$ 100,00/mês, com isso, pode-se reverter o valor da economia para pagar 2 parcelas a cada 2 meses e com isso antecipar a quitação para 6 meses ao invés de 12 meses, o que automaticamente também traria uma nova economia nos 6 meses seguintes a quitação, onde haveria os R$ 200,00/mês + os R$ 100,00/mês, totalizando um novo valor de sobra R$ 300,00/mês e totalizando um valor de R$ 3.600,00 anual.
Percebam que quando temos o controle do orçamento familiar, as oportunidades começam a surgir e temos a possibilidade de analisar as informações e tomar decisões estratégias que nos ajudam a organizar as despesas do dia-a-dia, tornando-as menos impactantes em nosso orçamento e gerando mais sobras ao invés de dívidas.
Próximos passos, RESERVA DE EMERGÊNCIA